O que pode causar a atrofia testicular na infância?
A atrofia testicular na infância pode ocorrer por diferentes fatores que afetam o desenvolvimento, a circulação sanguínea ou a integridade do testículo:
Criptorquidia (testículo não descido)
Ocorre quando um ou ambos os testículos não descem do abdômen ou da região inguinal para o escroto durante o desenvolvimento fetal. Se a criptorquidia não for corrigida precocemente, o testículo fica exposto a temperatura mais alta e pode receber menos sangue, prejudicando o crescimento. Com o tempo, isso pode levar à atrofia.
Torção testicular
A torção testicular ocorre quando o testículo gira dentro do escroto, torcendo o cordão que leva sangue até ele. Essa torção interrompe a circulação, deixando o testículo sem oxigênio e nutrientes essenciais. Se não for tratada rapidamente, pode causar a morte do tecido testicular, resultando em atrofia.
Varicocele
A varicocele acontece quando as veias do testículo ficam dilatadas, geralmente no lado esquerdo. Essa dilatação aumenta a temperatura do testículo e dificulta que ele receba nutrientes suficientes, prejudicando seu crescimento e funcionamento.
Orquite
A orquite é a inflamação ou infecção do testículo, causada por vírus, bactérias ou outras doenças. O processo inflamatório pode danificar o tecido testicular e interferir na circulação. Com isso, o testículo pode encolher, levando à atrofia testicular e comprometendo sua função hormonal e reprodutiva.
Testículo retrátil
O testículo retrátil sobe e desce entre o escroto e a região da virilha por reflexo natural. Na maioria dos casos, não é grave. Porém, se ficar fora do escroto por muito tempo, pode sofrer com o calor e receber menos sangue, o que prejudica seu crescimento e aumenta o risco de encolher.
Como identificar os sinais de atrofia testicular na infância?
A atrofia testicular pode ser percebida quando há alteração no tamanho ou no desenvolvimento dos testículos. Entre os sinais mais comuns estão:
- testículos menores do que o normal, um ou ambos;
- diferença de tamanho perceptível entre os dois testículos, quando apenas um é afetado;
- dor ou desconforto contínuo no escroto;
- inchaço;
- sensibilidade;
- comprometimento do desenvolvimento sexual em crianças mais velhas, como atraso no crescimento dos pelos pubianos ou do pênis.
Diagnóstico e o papel do uropediatra na atrofia testicular
Em muitos casos, a avaliação clínica realizada pelo uropediatra já é suficiente para identificar sinais de atrofia testicular, observando tamanho, simetria e sensibilidade dos testículos.
No entanto, exames de imagem podem ser necessários para complementar o diagnóstico. O ultrassom é o mais comum e ajuda a avaliar a estrutura do testículo, o fluxo de sangue e a densidade do tecido. Também é essencial para localizar testículos não descidos, como ocorre na criptorquidia, ou para investigar causas de dor ou alterações no escroto.
Além disso, pode solicitar exames hormonais para verificar se a produção de testosterona e outros hormônios é suficiente para o crescimento e o desenvolvimento sexual.
O uropediatra é fundamental para acompanhar a evolução dos testículos, identificar problemas precocemente e definir quando o tratamento é necessário e as melhores opções para o paciente.
Abordagens de tratamento para atrofia testicular
O tratamento da atrofia testicular depende da causa, da idade da criança e da gravidade da condição. Em casos de criptorquidia, torção testicular ou varicocele, pode ser necessário tratamento cirúrgico para corrigir o problema.
Em situações que envolvem alterações hormonais, o médico pode indicar terapia hormonal para estimular o crescimento e a função do órgão. Quando a alteração é leve, apenas o acompanhamento regular com o uropediatra pode ser suficiente.
Importância da detecção precoce da atrofia testicular na criança
Identificar a atrofia testicular precocemente é importante para preservar a função do testículo. Com o tratamento adequado, ele continua produzindo hormônios importantes para o crescimento e a produção futura de espermatozoides.

